terça-feira, 2 de agosto de 2011

Resistência dos pobres, guerra aos empresários: homens queimam ônibus em João Pessoa

E aí, de repente, deparo-me com a notícia de que "5 BANDIDOS", veja bem, dizia a matéria, 5 bandidos, haviam queimado um ônibus da empresa São Jorge( LSD 0256) (o santo parece não ter tanta ascendência sobre os homens!) no bairro DISTANTE que de tão distante já chamam o bairro de NEVERLAND (a terra do nunca). Eu, sinceramente, vejo neste ato muito mais um ato de resistência do que de bandidagem. Bandidagem é o que acontece em Brasília, nas licitações aqui na capital em que o quilo de acém custa um absurdo e um gari é dono de empresa de caminhões; bandidagem é a merenda ser aquele lixo que serviam e a prefeitura pagou por aquilo; acho que, neste caso, a pobreza encontra focos de resistência que os malandros do colarinho branco, que os jornalistas idiotas, pouco escolarizados, resolvem pichar em matéria este ato como criminoso. Crime mesmo é a passagem de ônibus em João Pessoa custar o valor de 2, 10 não importando a distância a ser percorrida pelo usuário. Não importa se o cara pega o busão no bairro da Torre ou em Valentina Figueiredo, ambos os usuários pagarão 2,10. Neste caso, o usuário da bairro da Torre pagará muito mais pela passagem do que o usuário do Valentina Figueiredo. O lamentável é que estes homens assaltaram os passageiros, esta é imperdoável. Mas, em um país em que a distribuição de renda é desigual, a educação do país é um caos, os serviços públicos de saúde são uma piada, a carga tributária massacra os mais pobres e beija a mão dos mais ricos é um abuso. Chamar, portanto, estes 5 homens de BANDIDOS só pode sair da cabeça de um completo idiota que nunca ouviu falar que a única forma que pobres têm de vencer na vida é agindo como o Estado faz: pela violência, pela força. Mesmo que esta violência praticada pelos pobres seja chamada de bandidagem. Nenhum país Europeu conseguiu chegar ao patamar "civilizado e economicamente desenvolvido" a que chegou com discurso da boa vizinha. A luta exige sangue e quando nós compreendermos que muita gente terá de morrer - dentre essa muita gente nossos pais, filhos, mães, etc - aí, sim, teremos chegado a um estágio em que D. Pedro I um dia gritou: "independência ou morte". Tenho dito!

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