UM DIA estive propenso a ser militante. Militante de qualquer coisa. Queria ser visto. Bom, então, o tempo passou e a minha necessidade de aparecer desapareceu por completo. Hoje o holofote me causa pânico. Mas, o holofote me persegue. Talvez, eu tenha sido - já disse isto aqui algumas vezes - o primeiro aluno de graduação da Universidade Estadual da Parahyba (UEPB) a desenvolver uma monografia, especificamente, sobre os gays (lá se vão alguns anos!). Mas, já naquela época, antes mesmo da aparição de Silas Malafaia e outros da mesma espécie que ele aparecerem na mídia eu já achava IDIOTA a ideia de gays buscarem a qualquer custo a normalidade (quero deixar claro que esta é uma ideia muito particular). Para mim estar dentro dos quadros da normalidade não me trazia a menor vantagem mesmo aqueles direitos fundamentais existentes em quaisquer sociedades e pelos quais alguns gays - digo alguns porque não é todo gay que vai empunhar uma bandeira e sair por aí gritando que é gay - insistentemente lutam. Os estudos acadêmicos foram - quase a unanimidade - tomados e povoados pelos gays. Mas, eles não conseguem produzir coisas originais. Reproduzem a eterna luta universal de Deus contra o Diabo. Por que todo este prolegômeno? Para dizer que a revista VEJA desta semana traz uma matéria bombástica (bombástica foi até um pouco demais, na verdade, uma matéria que provoca o gays: será que sou gay?). Estou propenso a achar o titulo da matéria de VEJA "PARADA GAY, CABRA E ESPINAFRE" sonoramente poético. Quem assina - só para desencargo de consciência a dita cuja matéria é J. R. Guzzo (que belo nomezinho!). Mas, o que há de tão "TRANSGRESSOR" na matéria de Guzzo que mereceria um post meu aqui no blog? Para início de conversa ele afirma que "Já deveria ter ficado para trás no Brasil a época em que ser homossexual era um problema". Bom, as bichas mais novinhas dirá: "Porra, isto é provocador?". É, naturalmente, isto não foi nada provocativo. Há, na verdade, um certo quê de verdade nisto. Embora já não seja mais tão ameaçador ser gay o fato é que ser gay ainda provoca algumas confusões, alguns arrependimentos. O armário, então, é o destino de todo gay inteligente. Guzzo ainda faz uma provocação sobre o KIT-Gay que segundo ele este passava uma imagem "aos estudantes que a atração afetiva por pessoas do mesmo sexo é a coisa mais natural do mundo" e não é? Realmente, começo a ficar um pouco assustado: o texto parece atualizar certos pré-conceitos, potencializar determinadas teorias... E determina absolutamente que "para a maioria das famílias brasileiras, ter filhos ou filhas gay é um desastre - não do tamanho que já foi, mas um drama do mesmo jeito". Ufa, eu até pensei que Guzzo não fosse capaz desta gentileza, isto é, reconhecer que já foi pior mesmo para as famílias brasileiras assumirem a homossexualidade de seus filhos. Fatidicamente, a homossexualidade era um desastre mesmo, mas muito menos para as famílias brasileiras do que para os próprios homossexuais. Guzzo só peca neste fato. Ser gay em determinadas épocas não era nada fácil: deveria passar desde tratamento de eletrochoque, convulsoterapia até a práticas terapêuticas positivistas como aquelas aplicadas no filme "Laranja Mecânica" a fim de moralizar determinados comportamentos. Pois é, Guzzo então parte para as meninas dos olhos do gays: homofobia, direito, institucionalidade, isto é, as garantias de que se pode ser GAY EM PAZ no Brasil. A este respeito diz que "Não há um único delito contra homossexuais que já não seja punido pela legislação penal existente hoje no Brasil. Como a invenção de um novo crime poderia aumentar a segurança dos gays, num país onde 90% dos homicídios nem sequer chegam a ser julgados?". Tenderia a dar razão a Guzzo se não fosse um pouco mais espertinho do que ele. Bom, o fato de instituir uma lei específica - como foi a lei de racismo e a lei de mulheres, a Maria da Penha - não foi para diminuir a criminalidade contra negros e mulheres (isto é basicão, cá pra nós!), mas para potencializar a pena, especificá-la. O que Guzzo quer dizer é que os gays são iguais (perante a lei, claro, este é o seu fanatismo jurídico) a quaisquer pessoas, isto é, Guzzo tentou reduzir todo mundo por baixo, igualando os crimes e suas penas. A resposta a Guzzo não é como "a invenção de um novo crime" pode aumentar a segurança, mas é como a "invenção de um novo crime" pode garantir a sua imputabilidade específica. Para terminar a análise do texto de Guzzo que já está me cansando... Diz ele "Se alguém diz que não gosta de gays, ou algo parecido, não está praticando crime algum". :Touchè!, para Guzzo. É verdade, o fato de uma pessoa não gostar de gays não faz dela criminosa. Mas, imaginemos que um homem que não gosta de gays e exerce um cargo cuja função é superior, isto é, tem poderes para isto e para aquilo dentro de uma empresa determinada e faz uso deste seu cargo para ultrajar um determinado gay? Então, a história muda um pouco. Parece-me que neste caso o "não gostar" desdobra-se e é no desdobramento que a lei deve garantir ao ultrajado as recompensas pelo ato sofrido. Sinceramente, não sou partidário dos gays apesar de ser um gay. Não me vejo empunhando uma bandeira, gritando "eu sou uma bicha louca, quero ver meus direitos reconhecidos" e acho que o Movimento Gay Brasileiro falha em alguns pontos bem específicos, mas não irei comentar este assunto. O texto de Guzzo parece depor contra ele mesmo. Ainda é sim um ENORME problema ser gay no Brasil e o texto do Guzzo é este problema. Os caras como Guzzo não deixam os gays deixar no passado aquela ideia de que ser gay no Brasil deveria ser algo a ser deixado no passado. Bom, então, devemos usar deste passado para PROBLEMATIZAR textos como este do Guzzo e quantos mais vierem. Eu não milito, mas exerço minha crítica daqui, do alto do meu pedestal, que de tão alto, sou lido, mas sem ser visto. Tenho dito!!!!!
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
UNIPÊ: Já no UNIPÊ o problema é um PIRULITO que deseja ser vitalício no cargo de presidente do DCE KKKKKK
MAIS FORTE DO QUE ROSILENE, eterna presidente do esporte parahybano, Beto Pirulito (presidente do DCE-Unipê) foi reeleito novamente pela enésima vez (mas o caso está sob judice). Beto afirma e re-afirma que ninguém tirará de suas mãos a presidência do Diretório Central dos Estudantes do UNIPÊ: o órgão movimenta muito dinheiro. Pois bem, o caso agora chegou a ser registrado em delegacia (BO). Um estudante do UNIPÊ que compôs chapa de oposição ao tal PIRULITO registrou boletim de ocorrência em uma delegacia alegando AMEAÇA DE MORTE. Trata-se do estudante Getúlio Junior. Segundo o próprio Getúlio, Beto ameaça qualquer um que se ponha em seu caminho inclusive com a morte. Pois é, no UNIPÊ - que também é uma Faculdade RIBEIRINHA - o problema mistura falta de democracia, controle institucional e, pelo visto, o "djabo a quatro". Tenho dito!!!!
ÁS MARGENS DO COLAPSO, Faculdade RIBEIRINHA tenta assediar alunos, segundo boatos internacionais, para cooptação de senhas ENADE: Eis a BABEL de nossos sonhos
FOI DEFLAGRADA uma boataria de que o IESP - aquele instituto de sapiência científica às margens da BR 230 em João Pessoa - estava acintosamente assediando alunos do 9° período em Direito. Segundo os boatos uma coordenadora daquela instituição SUPERIOR de ensino teria procurado esta turma para propor-lhe o seguinte ESCAMBO ACADÊMICO: todos os alunos desta turma - farão o ENADE nos próximos dias (25 deste) - deveriam dar suas senhas pessoais do ENADE à coordenadora e em TROCA receberiam nada mais nada menos do que 3 pontinhos em CADA DISCIPLINA que estivesse cursando: eita, LARÁPIOS!!!! -. Pois bem, segundo ainda os mesmos boatos, os gênios daquela instituição recusaram-se à trama insidiosa e procuraram um blog para fazer a denúncia. O caso, pelo visto, seguir-se-á a JUÍZO e a instituição - caso se comprove o assédio - alguém deve ter gravado a partir de um celular tal fato - queira Jeová, o pai das LUZES - estará em maus lençóis e os pobres gênios daquela instituição FIGURARÃO como os novos Einsteins paraibanos: preferiram a morte à vida. Fizeram bem, provaram que em matéria de HONESTIDADE - provavelmente lição não tomada no IESP - são 10 embora que em DIREITO seja o ENADE o responsável pela AVALIAÇÃO. Vamos aguardar o desenrolar da denúncia e separar o que é "FATO" de factóide. Tenho dito!!!!!
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
EM BAYEUX: Videos-denúncia levam os doutores Expedito Pereira, prefeito eleito, e seu vice, Francisco Macedo à JUSTIÇA: UMA AIJE fora deflagrada
O VÍDEO mostrado aqui no blog do João mostra o doutor Francisco, vice-prefeito de Expedito Pereira, da cidade de Bayeux, BARGANHANDO o voto dos eleitores. Em vídeo Expedito promete EMPREGO em caso de eleição a uma possível/provável eleitora (configurando o ESCAMBO ELEITOREIRO) e em outro vídeo o vice-prefeito eleito Francisco Macedo promete cirurgiar uma mulher no Hospital Cândida Vargas: ligação de trompas. O fato é que os vídeos-denúncia fundamentam e documentam a AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL (AIJE) contra os novos eleitos. MAIS CLARO DO QUE SE TEM NO VÍDEO só se o juiz quiser um DESENHO. Tenho dito!!!!
Cássio e Cícero: Cafezinho da discórdia, será? A briga é pela BORRA KKKKKKKKK
OS TUCANOS da Parahyba estão se notabilizando no cenário nacional pelas pequenas lutas políticas: pequenos coronéis. Pois é, na imprensa nacional Cássio e Cícero protagonizaram uma birra política por conta do cafezinho do senado. Cícero vetou o café e Cássio mandou servir... Eis aí as PRODIGALIDADES dos nossos SENADORES DA REPÚBLICA. Na imprensa nacional mais do que uma notinha, um lamento de Josias de Sousas que tem blog hospedado no UOL. Leia aí
A penúltima do Senado: torniquete do cafezinho
Brasília é a prova definitiva de como o poder às vezes leva a tolice às suas extremas consequências. Veja-se, por exemplo, a penúltima do Senado. Há na Casa um espaço chamado de ‘Cafezinho’. Fica em área contígua ao plenário. Ali, os senadores dão entrevistas e recebem visitantes durante as sessões. Pois bem. Os garçons do Senado foram proibidos de servir água e café nas mesas que não tenham cotovelos de senadores sobre o tampo. Repetindo: se o sujeito não for senador e não estiver acompanhado de um deles, não pode ser servido.
Visitantes, repórteres, assessores e assemelhados agora são orientados a se servir de café em garrafas térmicas acomodadas num canto do ambiente. Água? Só no bebedouro. Acionada, a segurança zela pelo cumprimento das novas normas.
Nesta quarta (7), ao perceber que um garçom negava-se a servir uma mesa em que conversavam repórteres e assessores, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) estranhou. Mais: ordenou que o cafezinho fosse servido, como de hábito.
Tucano como Cássio, o colega Cícero Lucena, primeiro-secretário do Senado e idealizador do torniquete do cafezinho, abespinhou-se com a contraordem. Ralhou com o garçom: “Ou manda ele ou mando eu! Então, é melhor voltar a como era antes.” Como se vê, Brasília anda mais surreal do que nunca.
Brasília é a prova definitiva de como o poder às vezes leva a tolice às suas extremas consequências. Veja-se, por exemplo, a penúltima do Senado. Há na Casa um espaço chamado de ‘Cafezinho’. Fica em área contígua ao plenário. Ali, os senadores dão entrevistas e recebem visitantes durante as sessões. Pois bem. Os garçons do Senado foram proibidos de servir água e café nas mesas que não tenham cotovelos de senadores sobre o tampo. Repetindo: se o sujeito não for senador e não estiver acompanhado de um deles, não pode ser servido.
Visitantes, repórteres, assessores e assemelhados agora são orientados a se servir de café em garrafas térmicas acomodadas num canto do ambiente. Água? Só no bebedouro. Acionada, a segurança zela pelo cumprimento das novas normas.
Nesta quarta (7), ao perceber que um garçom negava-se a servir uma mesa em que conversavam repórteres e assessores, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) estranhou. Mais: ordenou que o cafezinho fosse servido, como de hábito.
Tucano como Cássio, o colega Cícero Lucena, primeiro-secretário do Senado e idealizador do torniquete do cafezinho, abespinhou-se com a contraordem. Ralhou com o garçom: “Ou manda ele ou mando eu! Então, é melhor voltar a como era antes.” Como se vê, Brasília anda mais surreal do que nunca.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
LUCIANO CARTAXO: A surpresa para evitar POLARIZAÇÕES KKKKKKKKK
QUEM IMAGINARIA que o prefeito eleito Luciano Cartaxo (PT) escolheria o ainda reitor da Universidade Federal da Parahyba (UFPB) para coordenar a transição de governo municipal, hein? O que quis evitar Cartaxo e o que quis desenhar? Terá o reitor participação direta em seu governo ou fora escolhido para evitar brigas de foice dentro do PT e seus aliados? Vai saber... Foi um golpe de MESTRE como é o reitor da Universidade (mestre). Evitou com o próprio Polari as polarizações políticas dizendo que pela técnica todos serão salvos. Tenho dito!!!!
Como nasce mais um político PLACEBO: nos bastidores dizem que a candidatura de Pedro Cunha Lima a deputado federal em 2014 já é certa KKKKKKKKK
Se os prospectos futuros estiverem certo mais um político placebo nascerá e repetirá, fidedignamente, a trajetória do pai: o senador Cássio Cunha Lima (PSDB). O menino em questão já arranha um violão tangendo algumas modinhas melosas, tipo aquelas do Cartola, veceja, como o poeta Ronaldo Cunha Lima e estuda direito para se formar tal qual o pai. Pois é, Cássio não tem mais Romero que agora é prefeito eleito; não terá mais Ruy como deputado, pois segundo se comenta, tentará emplacá-lo como senador para substituir o religioso Cícero Lucena e, talvez, ele próprio saia candidato ao governo do Estado. Parece, tudo se fecha: para assegurar o domínio dos Cunha Lima e a preservação da "Oligarquia" poética de Campina Grande: nascerá mais um político ******. Tenho dito!!!!
UEPB: Uma governadoria MALDITA, uma deputação DEPRAVADA, uma INSTITUIÇÃO prestes a ser FEDERALIZADA
AS FORÇAS OPOSICIONISTAS ao governo do Estado da Parahyba devem reagir às acintosas declarações do deputado estadual Tião Gomes (PSL) da bancada de sustentação do governador Ricardo Coutinho (PSB). Segundo o insignificante deputado Tião Gomes (PSL) a UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAHYBA (UEPB) poderá QUEBRAR o Estado da Parahyba (como um copo d'água provocou o GRANDE DILÚVIO UNIVERSAL). Segundo o tribunal de contas do Estado (TCE) a UEPB custou ao governo do Estado em 2012 a importância de R$ 228.715.066,32 e custará para o orçamento de 2013 exatos R$ 348.345.405,00. A fala do deputado não nos deixa dúvida dos planos do governo Ricardo Coutinho para a UEPB
O pior é que essa despesa aumenta geometricamente, ano a ano. Vai chegar um tempo em que o ICMS arrecadado mensalmente pelo Estado só cobrirá as despesas com a UEPB. É preciso dar um basta nisso para o bem da Paraíba [...] O ensino superior é obrigação da União. Com esse dinheiro gasto na UEPB, o Estado poderia investir no ensino fundamental. Esse sim é obrigação dos Estados e precisa receber mais investimentos [...] A federalização seria a maior obra, o maior presente que a presidente Dilma daria aos paraibanos. Não precisa ser de imediato. Podemos pensar num prazo para que o assunto seja definitivamente resolvido
As forças espúrias e as canalhices estão agindo... Têm intenções de CEIFAR a nossa universidade. O alarme já foi soado... A UEPB resistirá: tenho certeza disto. Tenho dito!!!!
O ENEM: Provas que geram muitíssimas discussões: não se mata uma questão sem abrir uma enorme discussão, afinal, ciências humanas não são EXATAS, nem mesmo as EXATAS são KKK
NÃO NEGO, antemão, que o ENEM deste ano surpreendeu-me; surpreendeu-me positiva e negativamente. Bom, o lado positivo: a sua organização e a ação imediata em focos de prováveis incêndios; o nível da prova muito bom. Negativamente, algumas questões nos testes de ciências humanas e suas tecnologias deixaram um pouco a desejar pelo continuísmo do ensino e exigência da resposta. Tudo bem, alguém dirá, mas isto é um teste para o ensino médio, nada de problematizar quem nasceu primeiro "se o ovo ou a galinha". Mesmo assim, em ciências humanas questões OBJETIVAS são sempre uma temeridade e, quase sem exceção, geram o conflito. Numa questão de filosofia, que prestigiou o filósofo Maquiavel podia-se ler o seguinte
Questão: Não ignoro a opinião antiga e muito difundida de que o que acontece no mundo é decidido por Deus e pelo acaso. Essa opinião é muito aceita em nossos dias, devido às grandes transformações ocorridas, e que ocorrem diariamente, as quais não escapam inteiramente o nosso livre-arbítrio, creio que se pode aceitar que a sorte decida metade dos nossos atos, mas [o livre-arbítrio] nos permite o controle sobre a outra metade.
MAQUIAVEL, N. O Príncipe, Brasília: EdUnB, 1979 (adaptado).
Em O Príncipe, Maquiavel refletiu sobre o exercício do poder em seu tempo. No trecho citado, o autor demonstra o vinculo entre o seu pensamento politico e humanismo renascentista ao:
A) valorizar a interferência divina nos acontecimentos definidos do seu tempo.
B) rejeitar a intervenção do acaso nos processos políticos.
C) afirmar a confiança na razão autônoma como fundamento da ação humana.
D) romper com a tradição que valoriza o passado como fonte de aprendizagem.
E) redefinir a ação politica com base na unidade entre fé e razão.
Comentário da questão: Bom, as primeiras orações do trecho acima adaptado da obra de Maquiavel gerariam já uma primeira dúvida na cabeça de um aluno bastante aplicado na matéria: "Deus e o caso são a mesma coisa, isto é, num mundo dominado por Deus existe mesmo o acaso?"... Nesta lógica a que se refere Maquiavel - do pensamento que o antecede - Deus tem domínio sobre o acaso? Isto é importante porque desfez a lógica da questão e o próprio pensamento de Maquiavel - pensamento político, portanto. Bom, de "Deus e Acaso" rápido temos termos como "Sorte e Livre Arbítrio (?)" este último, então, instituído pelo próprio Deus. O fato é que Maquiavel desejava um novo modelo de governança não mais pautado especificamente por um pensamento, digamos, religioso (Deus). Mas, neste caso, Deus é explicação, é sistema, é verdade e não ACASO. Portanto, temos uma explicação do mundo, especificamente, do mundo político: Deus. É a este pensamento - segundo Maquiavel - não muito filosófico ou realista a que se devia resistir. A alternativa B era a que o ENEM 2012 gostaria como RESPOSTA, mas ela é muito mais ampla como grifei em vermelho a letra D. O rompimento com um modelo de pensamento, portanto, é o que "institui", ou o que pelo menos assegura a existência de um pensamento divergente: sua pedagogia.
Outra questão também me chamou muito a atenção. Outra questão de Filosofia
Questão:
Texto I
Anaxímenes de Mileto disse que o ar é o elemento originário de tudo o que existe, existiu e existirá, e que outras coisas provem de suas descendências. Quando o ar se dilata, transforma-se em fogo, ao passo que os eventos são ar condensados. As nuvens formam-se a partir do ar pro filtragem e, ainda mais condensadas, transformam-se em água. A água, quando mais condensada transforma-se em terra, e quando condensada ao máximo, transforma-se em pedras.
BAURNET, J. A aurora da filosofia grega. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2006 (adaptado).
Texto II
Brasílio Magno, filósofo medieval, escreveu: "Deus, como criador de todas as coisas, esta no principio do mundo e dos tempos. Quão parcas de conteúdo se nos apresentam, em face desta concepção, as especulações contraditórias dos filósofos para os quais o mundo se origina, ou de algum dos quatro elementos, como ensinam os Jônios, ou dos átomos como julga Demócrito. Na verdade, dão a impressão de quererem ancorar o mundo numa teia de aranha."
GILSON, E.; BOEHNER, P. Historia da Filosofia Cristã. São Paulo: Vozes, 1991 (adaptado).
Filósofos dos diversos tempos históricos desenvolveram teses para explicar a origem do universo, a partir de uma explicação racional. As teses de Anaxímenes filósofo grego antigo, e de Brasílio, filosofo medieval, tem em comum na sua fundamentação teorias que:
A) eram baseadas nas ciências da natureza.
B) refutavam as teorias de filósofos da religião.
C) tinham origem nos mitos das civilizações antigas.
D) postulavam um principio originário para o mundo.
E) defendiam que Deus é o principio de todas as coisas.
Comentário da Questão: Nesta questão a sutileza é linguística. Anaxímenes era um filósofo pré-socrático. Deus ou Deuses para ele, certamente, deveria ser uma "coisa" absurda: a razão devia fundar a certeza e destruir a religião (mitologia). Pois bem, portanto, neste aspecto, ao que parece, e, como é muito evidente, Deus para Anaxímenes não podia ser o princípio do cosmo (mundo), pelo menos, não na acepção religiosa de Deus: a luta da matéria contra a super-estrutura (o espírito). Será mesmo que não? O ar está para Anaxímenes como Deus para Basílio Magno, isto é, Ar e Deus reduzem-se a uma ideia genésica, principiesca, originária. Os termos entretanto confundem-nos. Mas, também nos esclarece: há um PRINCÍPIO INTELIGÍVEL que funda ou fundamenta ou ainda origina o COSMO: no fundo, pouco importa em si mesmo o nome que lhe demos, a propósito, o nome que lhe atribuímos "define" a data de sua fundação como nome institucional, não como princípio inteligível ou a crença de que é este princípio a causa inteligente fundadora do cosmo: Deus ou Ar. A questão, portanto, que o ENEM 2012 gostaria que você respondesse seria a letra D, mas, evidentemente, a letra E é a mesma letra D vista por outros "lados".
Por fim, outra questão que me chamou atenção fora esta
Questão: Para Platão, o que havia de verdade em Parmênides era que o objeto de conhecimento é um objeto de razão e não de sensação, e era preciso estabelecer uma relação entre objeto racional e objeto sensível ou material que privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo. Lenta, mas irresistivelmente, a Doutrina das Ideias formavam-se em sua mente.
ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2012 (adaptado).
O texto faz referencia à relação entre razão e sensação, um aspecto essencial da Doutrina das Ideias de Platão (427 a.C.-346 a.C). De acordo com o texto como Platão se situação de ante dessa relação?
A) Estabelecendo um abismo intransponível entre as duas.
B) Privilegiando os sentidos e subordinado o conhecimento a eles.
C) Atendo-se à posição de Parmênides de que razão e sensação são inseparáveis.
D) Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não.
E) Rejeitando a posição de Parmênides de que a sensação é superior à razão.
Comentário da Questão: Talvez, a questão que menos pudesse gerar dúvidas, mas será mesmo? Para Platão as coisas passíveis de mudança, as da ordem do sensível, não eram confiáveis; apenas aquelas capazes de serem inteligibilizadas, isto é, tomadas e dominadas pelo intelecto, pela razão, aquelas que estão fadadas a ser sempre o que parecem ser, na linguagem metafísica de Platão, o que são (sua imutabilidade, sua verdade), estas sim, portanto, são merecedoras de confiança, de fé, portanto, passiveis de razão: de serem inteligíveis, verdadeiras e mais do que isto: CONHECÍVEIS. Até aqui, então, o aluno que fez a prova do ENEM já encontraria a resposta desejada. Mas, aprofundando-nos um pouco mais... Como saber das "coisas do mundo" senão pela sensação que esta nos causa? A sensação não é o primeiro móvel, isto é, aquele que instiga o pensar? Não é ela o meio pelo qual somos tangidos pelas cordas do pensar, pela razão? Afeta-nos - que sensação! - até hoje este modelo de pensamento (Platônico)... Tanto que ainda hoje em questões como estas do ENEM 2012 Platão continua com a RAZÃO e Parmênides apenas com a SENSAÇÃO nos causando uma forte sensação de que Platão é mesmo o nosso herói. Portanto, a questão que o ENEM 2012 gostaria que você respondesse seria a letra D, mas um pouco mais fundo é a letra C que seria a nossa glória... Glória para um povo cansado de sofrer em busca das verdades encontrando apenas suas sensações.
AS REPRODUÇÕES DE UM ENSINO E UM APRENDIZADO INDESEJÁVEIS E INDESEJADOS: É-NEM MELHOR FAZER KKKKK. Tenho dito!!!!
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Carlos Baturín y Emilio Menéndez, primera pareja homosexual que contrajo matrimonio en España. / GORKA LEJARCEGI
La Ley aprobada en 2005 por el Gobierno socialista de José Luis Rodríguez Zapatero que permite el matrimonio entre homosexuales es plenamente constitucional, según ha resuelto esta tarde el pleno del Tribunal, reunido para resolver el recurso contra esta norma que presentó hace siete años el PP de Mariano Rajoy.
La decisión ha sido adoptada por mayoría del pleno, compuesto por 11 de los 12 magistrados que integran el Tribunal Constitucional. Francisco Hernando, elegido a propuesta del PP, se ha abstenido de intervenir por haber tomado decisiones sobre esa Ley en su anterior cargo de presidente del Consejo General del Poder Judicial.
La sentencia consolida y blinda una Ley que ha permitido hasta ahora a más de 22.000 parejas contraer matrimonio. Doce países del mundo tienen reconocido este derecho; España fue uno de los primeros en recogerlo en su legislación básica.
"Que sea legal lo que ya es normal"
Muchos dirigentes del Partido Popular expresaron ayer su satisfacción al saber que el Tribunal Constitucional avalaban la Ley que permite el matrimonio entre homosexuales. Hace sólo cinco años, el PP torpedeó esa Ley y la recurrió por entender que suponía una clara vulneración de la Constitución.
El alcalde de Vitoria, el popular Javier Maroto, valoró la sentencia antes de conocerla: “Por fin será normal en la Ley lo que ya es normal en la calle y, además, con todas las garantías”.
El PSOE, impulsor de la reforma legal que ha permitido el matrimonio entre homosexuales, exigió ayer al PP que pida disculpas por “las cosas que dijeron en su día cuando recurrieron al Constitucional”. La portavoz socialista en el Congreso, Soraya Rodríguez pidió expresamente a Rajoy que se disculpe “por haberlo presentado y no haberlo retirado en siete años”.
Izquierda Unida entendía que la sentencia del Constitucional supondrá uno de los varapalos más importantes que recibirá el PP: “Esta sentencia demuestra que el ministro Gallardón no va a tener fácil su ofensiva antidemocrática en contra de los derechos y las libertades de los ciudadanos. El PP podía haber retirado ese recurso y haberse ahorrado la vergüenza de tener que escuchar y leer la sentencia”.
Mucho antes de ser ministro de Justicia, Alberto Ruiz-Gallardón se declaró partidario de mantener la Ley que permitía el matrimonio entre homosexuales si el Constitucional la avalaba, aunque el PP con su mayoría absoluta pudiera cambiarla. De hecho, fue uno de los primeros alcaldes que casó a homosexuales y opinó, ya como ministro de Justicia, que la Ley del matrimonio homosexual era constitucional.
El actual presidente del Gobierno, Mariano Rajoy, prefería una ley “como en Alemania, Francia y Reino Unido”, que no permiten el matrimonio entre homosexuales, lo que evitaría “líos y, además, lo aceptaría todo el mundo”.
Ahora, el Gobierno ha sugerido que mantendrá la Ley como está tras el aval otorgado a la misma por el pleno del Tribunal Constitucional.
El Partido Popular, a través del ministro de Justicia, Alberto Ruiz-Gallardón, ha dado a entender que pese a haber recurrido la Ley por entender que es inconstitucional no la modificará ahora pese a contar con mayoría absoluta en el Congreso para hacerlo. El partido que gobierna en España aceptaría así una situación de la que se han beneficiado muchos militantes y simpatizantes del PP y que ha motivado que algunos dirigentes significativos de esta formación política censurarán en público el hecho de la presentación del recurso de inconstitucionalidad.
El PP entendía en 2005 que la Ley socialista, que situaba a España en la vanguardia legislativa de todo el mundo en esa materia, modificaba “la concepción secular, constitucional y legal del matrimonio como unión de un hombre y una mujer”. “Con toda seguridad”, señalaba el recurso de inconstitucionalidad presentado por el PP, “se trata de una de las modificaciones legislativas de más honda trascendencia y repercusiones para la sociedad española”.
Los dirigentes populares que redactaron el recurso consideraban que el legislador socialista modificaba de raíz la idea del matrimonio y con ello “todo un conjunto normativo que partía de la consideración del matrimonio como unión de hombre y mujer”. El Gobierno socialista había introducido un párrafo en el artículo 44 del Código Civil donde señalaba que “el matrimonio tendrá los mismos requisitos y efectos cuando ambos contrayentes sean del mismo o de diferente sexo”.
El PP defendió que la nueva Ley daba a la palabra “matrimonio” un significado distinto “al que ha tenido siempre”. “El legislador está alterando con dos líneas de una ley ordinaria no sólo los elementos definitorios básicos de una institución fundamental en nuestra estructura social, sino todo el conjunto normativo construido durante siglos alrededor de la misma. Conjunto normativo que tiene hoy además su cabecera en el artículo 32 de la Constitución [que señala “el hombre y la mujer tienen derecho a contraer matrimonio con plena igualdad jurídica”], destacaba el recurso del PP. Los populares pedían que la Ley se declarase inconstitucional al considerar que vulneraba ese artículo 32 de la Constitución “por no respetar la definición constitucional del matrimonio como unión de un hombre y una mujer y no respetar la garantía institucional del matrimonio reconocida por la Constitución”.
El PP prefería amparar legalmente la unión de parejas homosexuales sin darle el nombre de matrimonio para “no generar confrontación social”. Pero la única confrontación social conocida hasta ahora, la única protesta masiva que ha habido en la calle desde la aprobación de la Ley por el Gobierno socialista en 2005 ha sido la de miles de ciudadanos que protestaron contra el recurso del PP y exigieron a Rajoy que lo retirara.
El abogado del Estado entendió, a diferencia de lo que argumentaba el PP, que la Constitución “no contiene un concepto de matrimonio” sino “que se limita a reconocer el derecho del hombre y la mujer a contraer matrimonio en plena igualdad jurídica, con la evidente finalidad de consagrar la plena igualdad de la mujer en el matrimonio, rompiendo así con una tradición secular”. El abogado del Estado interpretaba que el artículo 32 de la Constitución “no prohíbe el matrimonio entre personas del mixmo sexo, simplemente no se refiere a él”.
Algunos jueces conservadores iniciaron a finales de 2005 una campaña contra la Ley presentando cuestiones de inconstitucional y bloqueando en el registro civil los expedientes de parejas homosexuales que intentaban contraer matrimonio. Por ocho votos a cuatro, el Constitucional desestimó las cuestiones planteadas por entender que los jueces encargados del registro civil no tenían potestad para cuestionar la ley de las bodas entre homosexuales.
Rita Lee: QUANDO A CARA DA BUNDA DÁ SHOW para esconder a mortalha da CARA KKKKKKKKKKK
Em um show da vida... Rita Lee resolveu, esta já é a segunda vez, mostrar ao público que sua bunda anda mais em dia do que a sua cara... Ela deve tá passando o RENEW ao contrário só pra contrariar a sociedade do costume... Veja aí e sorria também se puder, claro.
EM BAYEUX: Expedito Pereira e seu vice Dr. Francisco foram eleitos pela MINORIA da cidade e, pior, com corrupção de vulnerável é o que demonstra este vídeo
Mandou a provável eleitora ir até o COMITÊ de Campanha? KKKKKKKKKKK.... E a JUSTIÇA ELEITORAL COM ISTO, HEIN?
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Depois da Esperança segue-se à tempestade: POBRE AGRA KKKKKKKKKK
O PT depois de conquistar a PREFEITURA DE JOÃO PESSOA resolveu que tal conquista se deu menos pelo prestígio do atual prefeito Luciano Agra (sem partido). O deputado Anísio Maia (PT) disse que a vitória do prefeito eleito Luciano Cartaxo (PT) se deve muito mais às próprias estrelas do PT: Lula e Dilma. Como quem USOU e ABUSOU, sugou o máximo que pôde, o prefeito Luciano Agra parece que virou bagaço: bagaço que nem as PORCAS do PT chupam. Agra se torna, ao que parece, um entrave. É mais ou menos como numa relação sexual com uma prostituta: enquanto o cara não goza a PUTA é a coisa mais linda do mundo, com direito a beijos na boca e "sincero" eu te amo. Mas, logo que a ejaculação acontece a vontade é deitar a "tora" nos espinhaços da puta. Parece que o PT vive esta relação pós-sexual com o prefeito da capital. A dona de casa (no caso Dilma e Lula) merece mais RESPEITO, claro. Abre o OLHO, Agra. Tenho dito!!!!
Estelizabel Bezerra, Sandy e a Plataforma Lattes
VEJA VOCÊ A QUE NÍVEL CHEGAMOS... A candidata derrotada Estelizabel Bezerra (PSB) já confirmou um assento de honra no governo do Estado. Na verdade, isto era até mais do que esperado: prêmio de consolo para quem não foi capaz de tirar o primeiro lugar. Mas, uma notícia que andou circulando na mídia local me preocupou bastante. Depois de Estelizabel confirmar assento no governo estadual disse ainda que assumirá uma sala de aula em uma universidade da capital. Rápido, então, corri à PLATAFORMA LATTES do CNPq para saber a respeito da vida acadêmica da futura professora universitária, pois, até onde sei, ela é formada em jornalismo e só. A Plataforma Lattes permite pelo nome da pessoa acessar o seu currículo acadêmico - menina dos olhos dos acadêmicos -. Pois é, no campo de pesquisa para DOUTORES o resultado fora este
Buscar Currículo Lattes (Busca Simples)
Nenhum resultado foi encontrado para: Estelizabel Bezerra de Souza
Então, imaginei que deveria buscar no campo dos pesquisadores com mestrado ou só graduação e o resultado foi este
Buscar Currículo Lattes (Busca Simples)
Nenhum resultado foi encontrado para: Estelizabel Bezerra de Souza
Estelizabel Bezerra foi derrotada pelas forças oposicionistas ao governo do Estado; enfrentou o furacão Sandy, escondida em alguma Maison americana e volta para esta cidade ribeirinha ao Atlântico com grande poder. Será nova secretária de uma pasta que ainda não sabe qual, mas será. E mesmo sem uma vida acadêmica plena e forte assumirá uma sala de aula em alguma universidade desta nossa capital. Será que ela dará aulas em alguma faculdade de CIÊNCIAS POLÍTICAS ou terá uma cátedra de Psicánalise: Neuroses de Guerra? Estelizabel professora universitária... Para ser professora o currículo deve ser mais do que o da vida político-partidária, porque do contrário até Toinho do Sopão (PEN) nestes dias dirá que vai assumir sala de aula na UFPB. Parece, esta universidade é FRUTA. Tenho dito!!!!
sábado, 3 de novembro de 2012
Maranhão, Cássio e Ricardo: sobraram Cícero, Efraim e Santiago
Levantaram-se
novas lideranças na Parahyba, todo mundo já sabe. Em Philipéia (vulgo João
Pessoa) lideranças foram soerguidas não pela força que em si mesmas carregam,
mas por saturação e envelhecimento de antigas lideranças: o povo - este diabo
que não sei o que significa - resolveu espernear em outra freguesia. Imaginando
um diabo na frente foi pedir conselho a um Asmodeu travestido de bom moço.
Bom, o fato é que Zé Maranhão levou um golpe, na verdade, dois golpes: um do
povo e outro em vias d'acontecer: acho que deste incêndio interno dentro do
próprio PMDB ele não terá como se safar também, afinal, Zé não tem caneta,
conta contra ele a velhice e a rejeição das urnas; deve mesmo ser hora de
abandonar os palanques e como quem apenas vive de graça, emitir um outro pitaco
aqui, ali, como uma espécie de presidente de honra - com desonra,
evidente -; Pelos boatos que andaram circulando Cássio deverá mesmo sair
candidato em 2014, afinal, mandou Harrison Targino (seu socio advogado e ex-secretario) estudar a possibilidade,
investigar a legalidade de tal candidatura; Ricardo Coutinho, por outro lado,
como se sabe, esperneou, dizem, anda d'orelhas de pé como pincher metido a
valente; sobraram Cícero Lucena, que deveria ter aceito a "tratação"
do governador: alegaria indisposição, arrumaria uma tuberculose - o que pelas
suas feições ninguém desconfiaria da mentira - deixaria Estelizabel Bezerra (PSB)
estrepar-se junto com o governador, mas seu orgulho foi maior, imaginava que
por ser católico e andarilho de Santiago, Deus o iluminaria: a propósito, Deus
não é político, saiu deste pleito mais quebrado do que Judas em semana santa.
Efraim - o velho fantasminha camarada - resolveu esconder-se no governo de
Ricardo. Ninguém ouve falar dele; tentará ele mais uma vez uma vaga no
senado ou terá de disputar com o Efraim Junior – o deputado – uma vaga no
parlamento em Brasília? Santiago parece mais afeito ao governador Ricardo...
Maranhão, sabe ele, é carta fora do baralho e ele precisará de gente graúda
para tentar uma eleição para senador, sua menina dos olhos. É, neste caso, o
cenário para 2014 prometerá... E há até quem diga que NESTE SOLO DE PHILIPÉIA
só falta desembarcar de MALA E CUIA o ex-senador e ministro da integração Ney
Suassuana. Deverá trazer na bagagem charutos
para Ricardo e meiotas para Cássio...
Enquanto isto na basílica de Nossa Senhora das Neves D. Aldo pranteia a
miserável situação da Parhayba. Tenho dito!!!!
Le cardinal André Vingt-Trois, président de la Conférence des évêques de France a profité de l’ouverture de l’assemblée générale de cette institution, samedi 3 novembre, à Lourdes, pour rappeler l’opposition de l’Eglise au projet de loi instaurant « le mariage pour tous », qui sera présenté en conseil des ministres, le 7. Il a appelé« les chrétiens et tous ceux qui partagent notre analyse » à « saisir leurs élus en leur écrivant des lettres personnelles, en les rencontrant et en leur exprimant leurs convictions». De manière plus large et inédite, il les a incités à « utiliser les moyens d’expression d’une société démocratique, d’une « démocratie participative », pour faire connaitre leur point de vue ».
Cet encouragement à manifester, de quelle que manière que ce soit, contre « des mesures qui menacent notre société » et en « touchent très profondément les équilibres » était attendu par un certain nombre d’évêques et de fidèles. Des manifestations de rue sont organisées les 17 et 18 novembre par des organisations proches de l’Eglise catholique et par le mouvement intégriste Civitas, dont l’institution veut clairement se distinguer. Comme il l’avait fait mardi 30 octobre lors de la traditionnelle messe parlementaire, à Paris, le cardinal a aussi invité les responsables politiques à user de « leur liberté de conscience ».
Sur le fond, le cardinal a renvoyé aux textes publiés par la CEF, tout en martelant : « Ce projet n’est pas seulement une ouverture généreuse du mariage à de nouvelles catégories de concitoyens, c’est une transformation du mariage. Ce serait le mariage de quelques uns imposé à tous ». Pour l’Eglise, « la question fondamentale est celle du respect de la réalité sexuée de l’existence humaine. Imposer dans le mariage et la famille une vision de l’être humain sans reconnaitre la différence sexuelle serait une supercherie qui ébranlerait un des fondements de notre société et instaurerait une discrimination entre les enfants». Il a une nouvelle fois regretté l’absence de débat national, qui aurait permis d’aller au-delà « de sondages aléatoires ou de la pression ostentatoire de quelques lobbies ».
Un appel à Vincent Peillon
Le cardinal a d’ailleurs insisté sur le respect des droits fondamentaux des enfants et rappelé le combat de l’Eglise pour la défense de la vie, de la naissance à sa fin naturelle, le refus de procéder à la procréation médicalement assistée ou à la recherche sur les cellules souches embryonnaires. Au-delà « du droit à connaitre et à être élevé par ceux qui l’ont engendré », les enfants doivent aussi pouvoir bénéficier selon le cardinal, du droit à l’éducation et à une formation chrétienne. Il s’est donc étonné que l’Eglise, "qui catéchise plus du quart des enfants français" n’ait pas été consultée dans le cadre de la réforme des rythmes scolaires, annoncée par le ministre de l’éducation nationale, Vincent Peillon. "Les enfants catholiques comme ceux des autres religions ont le droit de disposer de temps convenable pour cette fomation [religieuse]", a fait valoir le cardinal.
Dans son discours d’ouverture, Mgr Vingt-Trois a aussi souligné « l’actualité » du concile Vatican II dont l’Eglise célèbre les cinquante ans. « Le concile n’est pas derrière nous. Il est devant nous pour le développement des dynamismes qu’il a suscités dans l’Eglise », a-t-il rappelé, évoquant notamment « la collégialité, l’actualisation du patrimoine de l’Eglise, le basculement des mentalités, le renouvellement de notre regard sur nos frères orthodoxes et protestants, le virage spectaculaire que Nostra Aetate a fait prendre à nos relations avec le judaïsme et l’islam ».
Il a également évoqué la notion de « nouvelle évangélisation » dans le contexte français marqué par « l’indifférence » religieuse, plus que par « l’hostilité » alors que vient de s’achever un synode sur ce sujet au Vatican. Reprenant des débats abordés au cours de ce synode, le cardinal a listé les difficultés rencontrées par les chrétiens à travers le monde : « entraves à la liberté de conscience, retour aux pratiques païennes, séduction de nouveaux mouvements à tendance sectaire, athéisme… ».
Jusqu’à jeudi 8, les 120 évêques aborderont différents thèmes : Internet et Eglise, les chrétiens dans l’opinion publique, la préparation au mariage, le rôle des diacres, l’accompagnement des prêtres âgés, et le sujet le plus délicat du moment, la relation avec l’islam.
Stéphanie Le Bars (à Lourdes
Una sobreviviente de Auschwitz y su grito del alma: no olvidar
POR EUGENIA ROTSZTEJN DE UNGER
Testimonio del Holocausto. Eugenia nació en Varsovia en 1926. Judía, fue humillada por los nazis: pasó por el gueto y por varios campos de concentración donde “vivió” su adolescencia. Cargó piedras y comió ratas y bichos para sobrevivir. Al fin de la guerra pesaba 27 kilos. Reside en la Argentina desde 1949.
El pasado en la piel. Aún se percibe el número 48914 que le grabaron a Eugenia en Auschwitz-Birkenau, hace casi 70 años.
A la edad en que las niñas florecen, empecé a morir en el gueto de Varsovia. Mi familia gozaba de una buena posición en Polonia y jamás nos imaginamos que la vida podía cambiar tanto. De haber sabido lo que nos esperaba, nos habríamos suicidado. Los Rotsztejn éramos seis: mi padre, mi madre, dos hermanos y una hermana. Al fin de la guerra quedamos dos: mi mamá y yo.
La vida en el gueto –un barrio al que obligatoriamente debieron mudarse los judíos luego de la invasión alemana– fue el primer escalón al infierno. A los hombres se los enviaba a los trabajos forzados. Las condiciones de vida eran infrahumanas: la falta de comida, de higiene y las enfermedades mataban de forma lenta. Otros preferían morir luchando. Esos organizaron el levantamiento del gueto, que quedó en la Historia como un símbolo de resistencia, de morir de pie. Nadie se imagina cuánto heroísmo hubo en esa lucha. Sobre todo de los más jóvenes. Duró, creo, alrededor de un mes. Mucha de nuestra gente murió y también matamos a muchos nazis. Eso los enfureció aún más.
Mi padre había construido un búnker muy grande en los subsuelos de nuestro edificio. Cabían casi treinta personas. Pero los alemanes tiraron bombas de gas que nos hicieron salir corriendo como ratas. Así nos fuimos escondiendo y hacinando en sitios cada vez más pequeños. Sé que el encierro duró más de un año y también que, en ese período, perdí la noción clara del tiempo. Casi siempre, los que salían no volvían. Uno de mis hermanos y mi hermana, entre ellos.
Yo sentía, sin embargo, que alguien me cuidaba, como si posara una mano de oro sobre mi cabeza para salvarme una y otra vez. Una noche mi mamá estaba sufriendo de cálculos en la vesícula y mi papá me pidió que me quedara con ella en un lugar aparte. Fue entonces cuando cinco polacos de la zona aria entraron adonde estaba el resto del grupo y tomaron a la hija del rabino, una niña de trece años. Delante de todos, la violaron hasta matarla.
La señora Brenner, una buena vecina, nos refugió en un horno de pan. Éramos catorce personas. Aún hoy, miro los hornos de las pizzerías sin explicarme cómo fue que entramos allí. Alguien nos delató y los nazis nos obligaron a salir.
Un soldado me ordenó que me sacara la ropa. Seguramente, yo iba a correr la misma suerte que la hija del rabino, pero en el momento en que me desnudé sufrí una hemorragia tan grande que le di asco. Pero a dos oficiales de la SS les gustaba mi cabello y el de mi mamá, y en la calle nos raparon. Nadie nos reconocía, tan desfiguradas estábamos por la falta de pelo y de alimento.
Los judíos fuimos conducidos a los transportes que nos trasladarían a los campos. ¿Un recuerdo? El de una mujer en la fila, cargando una valija. Le ordenaron dejarla y ella se negó. Acribillaron la valija y luego a ella. De la maleta abierta, cayó un niño pequeño.
Ese día, a mi padre y a mi otro hermano los sacaron de la fila y nunca más los vi.
En trenes destinados al ganado, sin agua ni ventilación, llegamos a Majdanek, un campo donde durante varios meses debíamos romper piedras y cargarlas sin otra finalidad que la de torturarnos. En una ocasión, nos hicieron detener el trabajo para hacer el recuento de prisioneros. Decían que una chica había intentado escapar. Nos reunieron en una suerte de plaza para que presenciáramos su ahorcamiento. Quedó días colgada allí a modo de ejemplo de lo que nos ocurriría si nos rebelábamos. Un viaje aun peor que el primero nos depositó a los que quedábamos vivos –menos de la mitad– en Birkenau. Si todavía conservábamos alguna seña de nuestra identidad, nuestras ropas, por ejemplo, en ese lugar la perdimos. Para reconocernos, nos tatuaron en el brazo el número que todavía conservo: 48914. Y nos vistieron con esa especie de pijama a rayas, inútil para protegernos del frío insoportable. El único consuelo en medio de tanta desolación era sabernos en un lugar sólo para mujeres.
Recibíamos una sola comida diaria: un pedazo de pan duro y mohoso y una sopa de agua sucia a la que les agregaban las cáscaras de zanahoria y papas. Había que saber comer: yo comía por miguitas, así pude resistir. Los que comían de una vez la ración, se morían más rápido. El problema era quedarse dormida porque entonces alguien te robaba. Yo también vivía obsesionada por robar comida. A tal punto que pasaba ocho, diez veces por día frente a los crematorios sabiendo que también iría a parar ahí, pero no me importaba, lo único importante era conseguir algo para llevarme a la boca: bichos, ratas, lo que fuera.
Nuestra única posesión era una palangana de lata, ahí nos servían la comida, ahí nos ponían el agua, ahí hacíamos nuestras necesidades. Las diarreas eran muy frecuentes y las letrinas quedaban a más de doscientos metros de las barracas, de manera que usábamos la palangana, pero la mayoría de las veces no llegábamos. Entonces, aparecían las capo, mujeres brutales que montaban a caballo repartiendo cadenazos, y nos mandaban a arrodillarnos sobre el pedregullo durante horas, bajo la nieve.
Todo estaba planeado para que fuéramos muriendo sin evitarnos ningún sufrimiento. Por las noches sentía que sobre mí pesaba una pierna, un brazo, que yo corría con fastidio para comprobar, con las primeras luces, que se trataba de un cadáver.
En esos años atroces, conocí un gesto de bondad, y provino de los gitanos que ocupaban en Birkenau un sector aparte. Cuando podía, me escapaba hasta sus barracas. Ellos me tejieron un pulóver con papeles retorcidos. Desde entonces, amo a los gitanos. También a ellos los exterminaron en el campo.
Mi adolescencia transcurrió trabajando como esclava metalúrgica de la fábrica Unionworke donde armaba granadas y bombas junto con mi madre. Nos habían trasladado a Auschwitz. Para muchos ése era el destino final, pero nosotras seguíamos vivas, a pesar de haber sufrido fiebre tifoidea y disentería.
Un día, los nazis nos sacaron a los gritos. Debíamos abandonar pronto el campo de exterminio ante el avance de los rusos. Nos ilusionamos con la posibilidad de la libertad pero, en realidad, estábamos iniciando la Marcha de la Muerte.
Caminábamos –nos arrastrábamos– por un lugar muy estrecho sin salirnos de la fila. A los costados, el terreno estaba minado. Vi a una chica volar en mil pedazos. La mayoría no resistió el esfuerzo. Yo me daba cuenta de que la guerra se acababa. Los nazis estaban más preocupados por salvar el propio pellejo y se desentendieron de nosotros. Conseguí subir a mi madre a un carro y perdí contacto con ella.
De repente, me encontré libre. Tenía casi 20 años y pesaba 27 kilos. Libre y sola. Lo había perdido todo: no tenía familia, casa ni país. ¿Adónde iba a volver? Polonia era una tierra ensangrentada. Empezaba una nueva etapa, sí, pero el sufrimiento no se terminaba.
En lugar de los soldados alemanes, ahora llegaban los rusos. Tenían otra actitud con los prisioneros liberados pero estaban desesperados por mujeres. El acoso era constante. Me pintaba la cara con carbón, usaba pantalones y me ponía un pañuelo para parecer una vieja, aunque ni las viejas se salvaban. Muchas chicas murieron vejadas.
Yo me unía a distintos grupos, viajando sin destino. Pasé por Hungría, Checoslovaquia y Austria. Nadie sabía qué hacer con los sobrevivientes judíos. En algún momento, UNRRA (Administración de las Naciones Unidas para Ayuda y Rehabilitación) nos condujo hasta un campo de refugiados en Módena, Italia. Allí recuperé la sensibilidad, el pudor. Allí conocí a mi esposo, David Unger, y a su hermano Enrique, ambos combatientes en el gueto de Varsovia. Armamos una pequeña familia. El embarazo de mi hijo Leonardo me hizo experimentar por primera vez después de años algo parecido a la felicidad.
Yo tenía una preocupación: conseguir lo necesario para mi bebé y vendiendo papeles para cigarrillos logré hacerme de un cochecito. Luego nos trasladaron a Santa María di Leuca, donde nació Leonardo. Es imposible describir lo que significó. Volvía a tener algo propio –así sentía a mi hijo– y era hermoso.
Permanecimos dos años y medio en Italia. Soñábamos con instalarnos en Israel, pero las complicaciones para viajar a allí se multiplicaban porque Palestina aún estaba bajo dominio británico y no dejaba entrar a más judíos. Mi marido consiguió localizar a una tía en la Argentina que se preocupó y empezó los trámites para traernos vía Paraguay porque la Argentina de Perón, como muchos otros países, también ponía reparos a la posibilidad de recibir a sobrevivientes hebreos.
Partimos desde Francia rumbo a Río de Janeiro en un barco en estado desastroso. Cinco semanas de vómitos y mareos para Leonardo y para mí. La belleza de Río nos deslumbró, era tan distinto de todo lo que conocía. Para mejor, nos tocó el carnaval. Sin embargo, estábamos ansiosos por viajar a Asunción, última etapa de nuestro periplo. De esa ciudad paraguaya, recuerdo con deleite las noches cálidas llenas de guitarras y canciones. Tras varios meses de espera, a punto de embarcar a la Argentina, una mujer muy embarazada le pidió a mi marido su lugar, que él le cedió.
En 1949, bajé con mi hijo por error en Rosario, creyendo que era Buenos Aires: desconocía el idioma y me guié por la gente que descendía. Mi única pertenencia era Leonardo. Me encontraba perdida y desamparada. Dormimos en la calle.
Finalmente me reuní con David y su hermano. Lo que siguió fue trabajo y más trabajo empezando desde cero. Fueron años de esfuerzos, pero el resultado nos pertenecía y soñábamos con el futuro.
Durante estas décadas, el llanto fue moneda corriente, a toda hora, porque el pasado siempre volvía –y sigue volviendo– para atormentarme. Mis hijos Leonardo, y Néstor que nació aquí, sufrieron mucho. De niños se despertaban por las noches escuchando mis gritos y los de mi marido. Entonces decidí empezar a contar. Alguien tenía que hacerlo, abrir la boca para decir lo que había pasado. Los sobrevivientes que empezamos a juntarnos éramos patéticos, estábamos mudos. Me desesperaba pensar que nuestro dolor se iba a borrar sin que nadie se enterara del horror que habíamos padecido. Y no sólo los judíos: también los homosexuales, los gitanos, los locos, los viejos…
Yo creo que me salvé para dejar testimonio. Esa es mi fuerza y mi misión. Dediqué mi vida a hacer conocer esta parte de la historia. Escribí dos libros –“Después de Auschwitz. Renacer de las cenizas” y “Holocausto, lo que el viento no borró”– y viajé por muchos sitios. Mis hijos me dicen “Basta, mamá, hasta cuándo, ya son cuarenta años que andás por todos lados contando lo que te pasó”. Pero me sale del alma: no olvidar, no olvidar.
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